Uma mobilização popular começou a ganhar força no Quilombo Urbano da Liberdade, em São Luís, em defesa do Teatro Padre Haroldo, um dos mais importantes espaços culturais da região.
O movimento está sendo articulado pelo professor Marcos Soares, ativista ambiental e morador da comunidade, que lançou um abaixo-assinado online solicitando ao Governo do Estado do Maranhão a realização de uma audiência pública para discutir a gestão do teatro com a população local.
Segundo Marcos Soares, o objetivo da iniciativa é garantir que o futuro do espaço cultural seja debatido com a própria comunidade, que historicamente utiliza o local para atividades culturais, sociais e educativas.
“O Teatro Padre Haroldo é um patrimônio cultural da nossa comunidade. Qualquer decisão sobre sua gestão precisa ouvir os moradores da Liberdade”, afirmou o professor.
A mobilização surge diante da preocupação de moradores com possíveis mudanças na forma de gestão do teatro. Para os organizadores do movimento, é fundamental que o espaço continue atendendo às demandas culturais e comunitárias do território.
O Teatro Padre Haroldo tem sido, ao longo dos anos, palco de apresentações culturais, reuniões comunitárias, eventos educacionais e manifestações da cultura popular.
Para Marcos Soares, a participação popular é essencial para preservar o papel social e cultural do equipamento público. O abaixo-assinado online tem como objetivo reunir assinaturas de moradores e apoiadores para formalizar um pedido de audiência pública junto ao Governo do Estado.
A proposta é abrir um diálogo transparente entre o poder público e a comunidade sobre a gestão do teatro.
A campanha também tem sido divulgada nas redes sociais por meio de cards e vídeos que incentivam a população a participar da mobilização. Os organizadores reforçam que a participação dos moradores é fundamental para fortalecer a defesa do espaço cultural.
“A comunidade precisa se posicionar e participar das decisões sobre os equipamentos públicos que fazem parte da nossa história”, destacou Marcos Soares.
Os interessados em apoiar a iniciativa podem assinar o abaixo-assinado online divulgado nas redes sociais.